18ª Festa do Kaki garante projeção agrícola do município

Diversidade da produção agrícola teve destaque durante o evento

Aconteceu, no último final de semana, a 18ª edição da Festa do Kaki Fuyu. Promovido pela Acep (Associação Cultural e Esportiva de Piedade – Kaikan), o evento novamente serviu como vitrine para o potencial agrícola do município. A programação contou com exposições da produção e maquinários, shows e outros atrativos.

Tetsuo Kano, presidente da associação nipônica, não falou em número de visitantes. Porém, de acordo com ele, o público registrado foi bastante satisfatório, apesar da antecipação do evento. Neste ano, a festa não aconteceu em conjunto com as celebrações de aniversário da cidade, em virtude da colheita do caqui. “Isso não prejudicou a festa, mas faltou um pouco de divulgação sobre a data. Algumas pessoas que costumam nos visitar não sabiam dessa questão”, comentou, acrescentando que, apesar do contratempo, os resultados foram muito satisfatórios.

Quem prestigiou o evento fartou-se com os deliciosos caquis. Tamanha foi a demanda que todo o estoque da festa chegou ao fim às 14h do domingo (6). 

 

Superação – No discurso de abertura, ocorrido no sábado (5), Tetsuo fez um paralelo entre o setor produtivo e as turbulências econômicas que castigam o Brasil. “Mesmo em tempos de crise, os agricultores do caqui se preocupam em garantir uma produção de alta qualidade”, destacou. “Em meio a esse cenário econômico, eu e a diretoria do Kaikan nos vimos com um desafio: como e porque continuar com essa festa”, reconheceu o presidente. “Mas, as respostas logo surgiram. A história do Kaki Fuyu está apenas começando a ser escrita, em nosso município. Queremos mostrar ao mundo que existimos. Assim como nossos antepassados, seremos persistentes. Plantaremos esperança e colheremos o fruto do amor e da felicidade”, afirmou.

A importância da colônia japonesa para o desenvolvimento agrícola de Piedade também foi mencionada pelas autoridades presentes na cerimônia. O presidente da Câmara, vereador Camarão Prestes (PSD), elogiou o empenho do Kaikan para que a Festa do Kaki aconteça todos os anos. “É um grande orgulho para Piedade ter um evento como este, já que nosso caqui é comercializado pelo Brasil inteiro”, cravou, tendo o endosso da deputada estadual Maria Lúcia Amary (PSB). “A colônia japonesa serve como influência para o restante do país. São pessoas que ajudam a modificar, para melhor, o perfil das cidades onde se instalam”, comentou a parlamentar.

O deputado federal Vitor Lippi (PSDB), por sua vez, abordou um paralelo entre os imigrantes japoneses e o potencial agrícola de Piedade – cidade que, segundo ele, é a que mais produz variedades de alimentos em todo o Estado de São Paulo. Na visão do tucano, com a contribuição da colônia, o agronegócio brasileiro tende a ganhar nos próximos anos. “O Brasil é o segundo país com maior número de japoneses. Essa parceria é estratégica para produzirmos mais e melhor, abastecendo o mercado de alimentos”, avaliou. 

Na esteira do discurso de Lippi, o prefeito José Tadeu de Resende (PSDB) citou as mais de 600 toneladas de alimentos escoadas de Piedade para os grandes centros, todos os dias. No que diz respeito aos japoneses, o chefe do Executivo opinou que a colônia tem importância fundamental no desenvolvimento do campo, por trazer técnicas e tecnologia a uma terra que precisava ser explorada.

 

Potência – “Esta é mais que uma festa do caqui, é uma festa do produtor e que mostra toda a força agrícola de Piedade”, afirmou o diretor de Agricultura e Abastecimento, Elton dos Santos, em entrevista. Segundo ele, o evento movimenta o segmento como um todo, do plantio ao  maquinário. “Além, é claro, de garantir projeção e divulgação de tudo o que plantamos e enviamos aos grandes centros”, apontou.

Elton destacou, ainda, a diversificação produtiva do município. “Nossa região é agraciada com boas condições climáticas e de solo. Temos de folhosas a flores, passando por caqui, morango e alcachofra”, enumerou. Na visão do diretor agrícola, o produtor rural, hoje, tem essa noção e busca diversificar o portfólio para bem atender aos mercados e clientes em geral.

Indagado sobre a preocupação dos produtores de caqui a respeito da falta de interesse das futuras gerações em dar continuidade ao plantio, Elton respondeu: “Realmente, é algo grave. De nossa parte, a diretoria agrícola promove palestras e projetos para fomentar e incentivar a produção”. 

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