Câmara e Prefeitura iniciam “guerra de informações”

Ao que tudo indica, a vereança realmente deu início a um processo de fiscalização acirrada ao governo José Tadeu de Resende (PSDB). Na sessão de segunda-feira (16), foram lidos diversos requerimentos solicitando informações a respeito de assuntos espinhosos para a Administração. Por outro lado, na mesma ocasião, o Executivo já deu mostras de que não pretende facilitar e deverá postergar, ao máximo, a resposta às indagações apresentadas.

Um dos questionamentos mais nevrálgicos diz respeito ao planejamento de obras de recapeamento e recuperação de vicinais. Em documento assinado em conjunto, os vereadores Jorginho Biscaia (Podemos), Maurinho Machado (PT) e Marly Godinho (PSB) querem saber qual será o planejamento dessas obras. Eles solicitam, entre outras coisas, a relação de prioridades e a lista de locais que receberão melhorias.

Igualmente polêmica é a indagação sobre os serviços públicos prestados para finalidades particulares, mediante remuneração. O trio pede informações sobre a quantidade dessas iniciativas ocorridas no primeiro semestre deste ano, o valor arrecadado, descrição dos locais que usufruíram do serviço e cópia das notas fiscais.

As “investigações” não param por aí. Jorginho, Maurinho e Marly também querem saber onde têm sido aplicados recursos da Secretaria da Ação Social. Pede-se a lista de compras feitas com dinheiro do Bolsa Família e Fundo de Erradicação do Trabalho Infantil, a origem e o destino desses produtos e, obviamente, as cópias das notas fiscais.

Por fim, o trio questiona sobre a reforma do imóvel onde funcionava o Torre Hotel. Tadeu e sua equipe terão de explicar qual a porcentagem da obra executada até o momento, o valor gasto e a data prevista para conclusão, entre outras coisas.

 

Contragolpe – Talvez, prevendo o que se sucederia na Câmara, a Prefeitura já iniciou o que aparenta ser um movimento para retardar a ação dos vereadores. Na segunda-feira, o Executivo pediu dilação de prazo para responder a, nada menos, que seis requerimentos. A justificativa é de que a complexidade dos assuntos abordados exige maior tempo para envio dos esclarecimentos.

A situação foi abordada, em tribuna, por Alex Silva (PTB). “Entendo que esse pedido de prazo é algo respaldado. Gostaria, então, que a Prefeitura tivesse a mesma compreensão para com nós, vereadores, quando envia um projeto de lei”, provocou. “Que o Executivo nos deixe aprovar uma proposta em 60, 90 dias, sem pressão”, completou.

 

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