Câmara rejeita projeto sobre fechamento de escola

Prefeito Tadeu e secretário de Educação, Felipe Campanholi, durante protesto de pais e moradores, em novembro de 2017 (Foto: Arquivo)

A Câmara Municipal reprovou, na última segunda-feira (9), projeto de lei de autoria do Executivo que determina o encerramento definitivo das atividades na escola de educação infantil Maurício França Ferraz de Camargo, localizada no Piratuba. A unidade foi desativada, no final do ano passado, com todos seus alunos transferidos à EMEIF Paschoal Visconti, no bairro Garcias. Os vereadores demonstraram desconforto com a proposta e fizeram críticas ao prefeito José Tadeu de Resende (PSDB), por tentar fazer passar pelo Legislativo o que seria uma decisão unilateral de seu governo.

“O Executivo quer jogar essa decisão no nosso colo e tirar o corpo fora, para que digam que a Câmara fechou a escola”, disparou Daniel Dias de Moraes (PSB). Dr. Daniel também assinou parecer enquanto presidente da Comissão de Justiça e Redação, pela rejeição da proposta. O documento frisava que, por se tratar de medida da Administração, não havia necessidade de submeter o encerramento das atividades da referida escola ao crivo da vereança.

“Se a Câmara aprovar, ficará com a responsabilidade em suas costas quando, na verdade, quem fechou as portas da EMEIF Maurício França  foi a gestão do prefeito Tadeu”, discursou o petista Maurinho Machado. Na opinião dele, a atitude da Prefeitura demonstra amadorismo. “O Executivo poderia fazer isso, tranquilamente, por meio de portaria ou decreto municipal”, comentou.

O vereador do PT também comentou que, no momento de desativar a escola, a Administração não pediu pela opinião do Legislativo. Em sua avaliação, faltou um debate mais amplo entre prefeito e Câmara, naquele momento, sobre o futuro da unidade de ensino. “Todos nós fomos contrários ao que ele (Tadeu) fez no Piratuba. Será que, agora, caso rejeitemos o projeto, eles vão reabrir a Maurício França?”, provocou.

Alex Silva, do PTB, também subiu à tribuna para se manifestar. Embora aliado do prefeito, ele expressou descontentamento com a situação. “Se fosse para abrir a Maurício França, eu seria a favor. Fechar, sempre me posicionarei contra. Fico no aguardo do projeto do Executivo para a construção de uma nova escola no Piratuba”, cravou.

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