Canteiros de flores funcionam como proteção para lavouras

Cosmo e girassol abrigam insetos que se alimentam de outros e antecipam ataques
Os extensos canteiros de flores cada vez mais comuns nas margens das estradas piedadenses têm utilidade prática para a agricultura, além de enfeitar o município e granjear a simpatia dos turistas. De acordo com o fruticultor japonês Teruo Massuda, pioneiro no cultivo de girassóis e cosmos na Rodovia José de Carvalho (SP-250), nas proximidades do bairro Douradinho, as plantas ornamentais funcionam como proteção para as lavouras de verduras, legumes, frutas e até grãos. 
 
No seu inconfundível “japorguês” – mistura de japonês com português –, ele explica que as flores atraem insetos que se alimentam de outros insetos. Além disso, os vegetais decorativos atuam como  “sinalizadores” de problemas. Como essas espécies são mais sensíveis a pragas e doenças, apresentam sinais de ataques antes dos vegetais desenvolvidos para servir como alimentos.
 
O experiente lavrador acrescenta que o cultivo de flores nas áreas vizinhas ou em volta das roças  também reduz os manejos e as despesas com sistemas de prevenção ou controle de insetos, fungos e bactérias que costumam causar prejuízos aos produtores rurais. A principal economia é com aplicações de venenos químicos.
 
Testes de campo mostram que o plantio de cosmos ou girassol próximo a canteiros de morango, repolho ou caqui, por exemplo, reduz significativamente o uso de inseticidas e, em alguns casos, até elimina.

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