Comércio aposta em Natal melhor neste ano

Nelson Lage, da É D+, contratará temporários para atender à demanda

A despeito do cenário de retração econômica que castiga o Brasil desde 2014, alguns comerciantes de Piedade se dizem otimistas com as vendas de Natal. O cenário positivo alinha-se àquele projetado recentemente, em nível nacional, pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). O órgão avalia que, após dois anos de recessão e queda nas vendas, o setor terá o melhor desempenho natalino em quatro anos.

O empresário da É D+, Nelson Lage, comenta que espera um bom movimento em sua loja. A projeção de boas vendas, inclusive, ensejou a contratação de funcionários temporários para atender à demanda. “Já iniciamos processo seletivo para trazermos quatro pessoas, nesse sistema de trabalho”, afirma. A expectativa de Nelson é de que haja uma necessidade de aumentar o quadro de colaboradores em, aproximadamente, 30%.  Além disso, ele revela que a É D+ vai investir em mercadorias e novidades para a clientela. “Nós temos de acreditar no potencial da cidade e em nossos clientes”, diz. “Vamos inovar, trazer coisas novas, trabalhar com afinco para conseguir bons resultados”. Nelson aponta que sua empresa tem como diferencial trabalhar com produtos e parceiros que permitem praticar preços competitivos e compatíveis com a realidade econômica do País.

Na loja de moda infantil, Tic Tac, Sheila Nicolau e Kethilyn Oliveira também têm bons presságios para o Natal. Na avaliação delas, o consumidor já sonda alguns estabelecimentos e só aguarda a injeção do 13º salário para iniciar as compras. “Entraremos no mês de dezembro com uma coleção totalmente nova, pois deve haver procura”, estima Sheila. O otimismo é tamanho que, de acordo com Kethilyn, a loja já vem praticando descontos durante todo o mês de novembro, por conta da Black Friday.  Apesar das boas esperanças, a empresa não contratará mão de obra temporária. “Eu e a Kethilyn vamos nos virar”, avisa Sheila.

A única exceção ao otimismo, entre os entrevistados, é Francivan Pereira de Araújo, da Baiano Presentes. A situação econômica do País ainda inspira cautela no lojista. Para ele, a palavra de ordem é aguardar. “Ainda não fiz compras para o Natal, também não penso em aumentar a equipe para o final de ano”, revela. Segundo Francivan, dezembro de 2016 já foi mais fraco em relação a 2015. Porém, reconhece, caso as vendas deste ano fiquem no patamar da última medição, já será um alento. “Se for como em 2016, tendo em vista a situação do Brasil, vai ser bom”, avalia.
 

Recuperação – O presidente da Acip (Associação Comercial e Industrial de Piedade), Fernando Maciel, demonstrou boas expectativas em relação a este Natal. Em entrevista, ele mencionou os sinais de recuperação econômica do País e apostou em reflexos desse fenômeno em Piedade. “Acreditamos que os resultados serão melhores, em relação ao ano passado. A situação caminha para isso”, avaliou. “O brasileiro sempre fala em economizar nas compras de fim de ano, mas, na última hora, faz questão de comprar um presente, de fazer uma ceia”, completou.

O gerente administrativo da entidade, Felipe Venturelli, arriscou a previsão de que, com a injeção do 13º salário, haverá aquecimento nas vendas. “Por conta da situação de crise, muita gente ainda está pagando dívidas contraídas nesse período. Mas, agora, com esse início de recuperação, ele certamente fará compras”, afirmou.

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