Comércio lucra com folia

Anderson diz que expectativas para restante do evento são altas

“Ei, você aí, me dá um dinheiro aí”. O bordão da clássica marchinha parece ter se tornado uma realidade para os comerciantes que trabalham no entorno da Praça Coronel João Rosa. Segundo eles, o Carnaval deste ano tem sido mais rentável em relação a 2017.

“Aqui, está muito bom. O sábado foi meio parado, mas o segundo dia de festa foi excelente. Para hoje (segunda-feira), nossas expectativas estão altas”, apontou Anderson Ferrari, da Ferrari’s Dogueria e Creperia. Tamanho era o otimista do empresário, que a casa reforçou o freezer de cerveja e, também, a despensa. “O movimento é intenso. O pessoal tem comprado uma cervejinha e procurado por algo para comer. Realmente, está bem superior ao ano passado”, destacou.

Gualberto Claudinho Anias, do Biriba’s Bar, reconhece que, de fato, houve incremento nas vendas em relação a 2017. Ele aponta, todavia, que a folia poderia ser ainda melhor caso a Prefeitura tivesse optado por uma programação mais completa. “Faltou a matinê, as marchinhas, os blocos”, enumera. “Além disso, tem acabado muito cedo, às 22h. O pessoal fica sem ter para onde ir e, por conta disso, reclama bastante”, avalia.

 

Exceção – Também foi por conta da programação que o dono de lanchonete Maurílio Alves da Silva decidiu não trabalhar em horário diferenciado neste Carnaval. “Em 2017 foi decepcionante e, quando vi a programação deste ano, imaginei que não tinha apelo para atrair muito público”, argumenta. “Faltou a presença de blocos, como o Paletó Vermeio. O Carnaval tem de ser feito pelo povo”.

Para Maurílio, a diretoria municipal de Cultura precisa trabalhar com aqueles que desejam participar da festa, independentemente da programação da Prefeitura. “é necessário apoiar, inclusive financeiramente, o pessoal que quer fazer um Carnaval democrático e popular”, finaliza.

 

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