Cotação do pêssego no atacado têm recorde negativo

Apesar da boa produtividade e da qualidade da safra de pêssegos em 2017, os produtores de Piedade estão enfrentando dificuldades por conta da baixa remuneração. É o caso de Yuichiro Takagi, proprietário do Ateliê dos Pomares, localizado no bairro Douradinho. Com pouco mais de 2 mil pés de sete variedades da fruta cobrindo dois hectares e meio de terra, ele esperava, “pelo menos”, pagar as despesas com a manutenção do pomar e a mão de obra, porém, está contabilizando mais um ciclo de prejuízo com a fruta. 
 
Segundo Yuichiro, apesar da boa qualidade do produto colhido em 2017, o valor de venda atual no atacado é praticamente a metade do obtido em 2015. Desde meados de novembro, ele está recebendo R$ 6,00 pela caixa de 900 gramas, contra os R$ 12,00 de dois anos atrás. Com cotação idêntica à de 2016, o agricultor precisa fazer malabarismo para cobrir o aumento de aproximadamente 20% nos custos. Colocando todos os desembolsos na ponta do lápis, os gastos para produzir cada quilo de pêssego subiu de R$ 5,60 para R$ 6,72 nos últimos 12 meses.
 
Outros produtores de pêssego de Piedade, como Eiji Enokizono, do Ciriaco de Baixo, e Rogério Rodrigues Alvoledo Colazelli, do bairro Roseira, enfrentam situação semelhante à de Yuichiro desde o mês de setembro, quando tiveram início as colheitas das espécies precoces. A esperança de todos é de que as duas últimas semanas do ano, que coincidem com o final da safra, mudem o cenário.

 

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