Desemprego diminui em Piedade graças à atividade no campo

Início da colheita de alcachofra colaborou com a pequena recuperação do nível de emprego em setembro
O nível de desemprego voltou a cair em Piedade no mês passado, graças ao aumento das atividades rurais. Segundo estudo do Ministério do Trabalho e Emprego, o setor foi o único entre todas as ocupações relevantes para a economia local a criar postos de trabalho no período. O Caged (Cadastro Geral de Emprego e Desemprego) do mês passado apontou crescimento de 0,88% no índice de mão de obra formal no campo. Durante os 30 dias de setembro os proprietários rurais contrataram 43 trabalhadores e demitiram apenas 29. Quando os cálculos envolvem todos os tipos de empreendimentos existentes no município, o resultado positivo cai para 0,13%, com 171 admissões e 162 demissões.
 
De acordo com a Diretoria Municipal de Agricultura, a melhoria do desempenho da agropecuária em setembro já era esperada, uma vez que o mês marca o início das safras de morango e da alcachofra, duas das principais culturas da primavera e verão. Heloísa Helena Favara, titular da pasta, lembra que a época também regitra a retomada do plantio de verduras e legumes, após a redução de consumo normalmente verificada no inverno e outono. Esse fenômeno sazonal não ocorreu em 2016, quando o emprego nas roças piedadenses apresentou redução superior a 0,10%. No ano passado, os patrões despediram 50 profissionais e repuseram apenas 48 vagas.
 
O nível de atividade da agropecuária no município se mantem no lado positivo da balança quando a avaliação é ampliada para os primeiros nove meses de 2017 e para o período de 12 meses. Entre janeiro e setembro deste ano, a lida no campo cresceu 3,7%, com o acréscimo de 57 empregos. No período, o Caged computou 487 novos registros em carteira, contra 430 rescisões. Já no dia 30 do mês passado, foram contabilizados 80 trabalhadores a mais do que no fechamento de outubro de 2016. O índice positivo em 5,28% representa 635 contratações, ante 555 demissões.
 
No vermelho 
 
A redução do desemprego em geral no município só não foi mais significativa porque as demais áreas de atividade não seguiram os mesmo rítmo da agricultura. Em setembro, os setores comercial e de prestação de serviços se mantiveram na trajetória de queda seguida desde o início da crise econômica nacional, há cerca de dois anos e meio. Os empreendimentos dedicados ao comércio apresentaram redução de 0,04% no mês passado. A proporção é resultado de 62 contratos de trabalho e 63 deligamentos. Em 2017, os comerciantes da cidade reduziram seus quadros em 1,98% (573 admissões e 621 dispensas). Em 12 meses, as empresas comerciais acumulam 55 vagas não repostas (789 admitidos, para 734 demitidos), o equivalente a -2,27%.
 
Os prestadores de serviços, por sua vez, terminaram setembro com 0,17% empregados a menos do que no início do mês. Foram 43 demissões, para um total de 40 postos de trabalho contratados. Na somatória de 2017, o setor apresentou desempenho positivo, com 1,85% de novos empregos (423 saídas e 455 entradas). O montante de 12 meses, no entanto, volta a ser negativo em 1,01% (569 desempregados e 551 admitidos).
 
A indústria manteve-se praticamente nula no quesito geração de empregos, depois de acumular perdas significativas ao longo dos meses. Em setembro, as fábricas geraram apenas um emprego novo: 16 demissões, para 17 admissões. Os índices de 2017 e anual são os piores já alcançados em Piedade, com -17,41% e 16,70%, respectivamente. Entre janeiro e setembro, as indústrias perderam 245 vagas (520 demissões e 275 contratações); em 12 meses o déficit é de 233 postos de trabalho (685 dispensas, ante 452 contratos).
 
A construção civil foi outra área que evoluiu pouco em setembro: contratou cinco trabalhadores e demitiu três. O resultado é índice alto (+ 4,26%), porém baixa representatividade em números absolutos. O setor denominado Administração Pública, representado basicamente pela Prefeitura, também colaborou com a desaceleração da economia. No mês passado, o prefeito José Tadeu de Resende exonerou sete servidores e admitiu apenas quatro, computando – 2,65% na taxa do Caged.
 

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