Funcionários da Garagem são acusados de sabotar coleta

Para Bube, equipe passou a sabotar o serviço "por capricho"

A exemplo do que já havia ocorrido em 5 de março, na última segunda-feira (12), o secretário de Serviços Públicos, Godofredo “Bube” Werner encontrou uma Câmara tomada por cidadãos insatisfeitos com as impopulares medidas impostas pela Prefeitura. Bube, todavia, não se deixou intimidar. Em diversos momentos, ele rebateu as críticas dos munícipes e, por fim, acusou os funcionários da Garagem Municipal de sabotarem a coleta devido a ajustes feitos pela Administração no pagamento de horas extras.

A polêmica teve início quando uma cidadã se queixou do caos vivenciado no recolhimento do lixo, registrado nos últimos meses. “Por que tantos problemas com esse serviço? A cidade virou um lixão a céu aberto”, desabafou.

Diante do comentário, Bube jogou a responsabilidade para os servidores da Garagem. Segundo ele, até o ano passado a Prefeitura paga, irregularmente, 60 horas extras mensais aos funcionários. “Nessa época, eles faziam a coleta até as 14h, 15h. Terminavam e iam para a casa”, afirmou o secretário. “Quando cortamos essas 60 horas extras, por capricho, foi-se diminuindo a vontade de trabalhar”, acusou.

Ainda de acordo com Bube, no final de 2017, os funcionários do setor teriam chegado ao cúmulo de fazer um churrasco em pleno horário de expediente.

 

Rebateu – Após os comentários, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Marquinho Coletor pediu a palavra. O representante da classe negou as palavras do poderoso secretário e deu sua versão dos fatos. Para o líder sindical, há divergências nos pagamentos dos funcionários, com o atual sistema de ponto eletrônico.

“Há equipes que entram para trabalhar e deixam o setor nos mesmos horários. Ainda assim, o pagamento é diferente”, alegou, para completar: “A Prefeitura não leva em consideração o próprio sistema adotado”.

Outra questão mencionada por Marquinho foi a respeito do suposto remanejamento de funcionários do setor. De acordo com ele, após uma ameaça de paralisação, devido ao não pagamento das 60 horas extras, a Prefeitura reduziu de 20 para 12 o número de profissionais da coleta. “As equipes fazem o que podem, com as condições que têm. Isso explica muito sobre a atual situação”, sublinhou o sindicalista.

Já no que diz respeito ao churrasco apontado por Bube Werner, foi dito que trata-se de confraternização de final do ano realizada fora do horário do expediente.

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