Jogos da Seleção esquentam movimento no comércio

Thiago: "Pessoal está animado para fazer churrasco"

Além de muitos gols, emoção à flor da pele e adrenalina, a participação do Brasil na Copa do Mundo 2018 tem sido rentável para alguns comerciantes. As partidas da Seleção movimentam o mercado, principalmente, com a venda de acessórios temáticos, bebidas e gêneros alimentícios. Segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio, a Copa do Mundo da Rússia deve movimentar as vendas em R$ 1 bilhão – crescimento de 8% em relação ao fatídico evento anterior.

“Aqui, em dias de jogos, a procura aumenta entre 10 e 15%”, diz Thiago Rodrigues de Oliveira, da Casa de Carnes Rodrigues. “Quando o jogo é à tarde, fica melhor ainda”, comemora. De acordo com ele, no início da Copa, a clientela se mostrou um pouco receosa. Na opinião do comerciante, a memória do trágico 7x1 amargado em jogo contra a Alemanha, em 2014, fez com que os torcedores optassem pela cautela na fase inicial do torneio. “Estavam com medo de fazer churrasco, mas isso já passou”, avalia o empresário. “Talvez, a galera não esteja tão animada quanto deveria, por conta da crise econômica, mas sempre têm aqueles que gostam de futebol e querem assar uma carninha na brasa”, completa.

No Supermercado Pereira, a situação é parecida. O gerente da loja situada na marginal, José Francisco Duarte Junior, confirma que houve aumento na saída de produtos como cerveja, sucos, refrigerantes e petiscos. “É muito perceptível e, conforme a Seleção avança, o pessoal fica mais animado a comprar”, aponta. Segundo ele, devido aos horários dos jogos, a procura por itens de churrasco não tem sido tão expressiva. “Mas, de resto, temos vendido bem”, revela.
 

Acessórios – Mas, nem só de comilança vivem os torcedores da Seleção. Produtos de vestuário com as cores do esquete verde e amarelo, além de bugigangas como perucas, sprays e cornetas, também têm tido grande procura. “Logo no início da Copa tivemos um bom movimento, na loja”, analisa Alexandre Humberto Vichi, do Anchieta Center. “Bolas, camisetas, enfeites...o pessoal procura tudo o que faça referência à Seleção”, destaca.

Mas, para o gerente da loja Magazine 10, Guilherme Caetano, a situação é um pouco diferente. Em sua opinião, o trauma com o 7x1 persiste e tem impactado nos negócios. “Nossa venda de camisas do Brasil está fraca”, lamenta. “Em 2014, compramos 200 peças e esgotou tudo, rapidinho. Desta vez, pegamos 40 itens e temos sobra. O povo não quer saber de Seleção”, desabafa. 

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