Gilmar impede reconstituição

Ministro do STF entende que réus não são obrigados a deixar penitenciárias para participar de atividades de caráter comprobatório (Foto: Internet)

Uma liminar expedida pelo ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal) não permitirá à Polícia Civil reconstituir o duplo homicídio que vitimou Silnei Cardoso do Nascimento e Julio César Pereira, na madrugada de 10 de dezembro, no bairro Ortizes. O policial militar Douglas Pereira de Jesus confessou o crime e encontra-se preso na carceragem militar Romão Gomes.

Em reunião do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) ocorrida na quarta-feira (7), o delegado Paulo Sérgio Garcia explicou que o procedimento – agendado para janeiro deste ano – não ocorreu. De acordo com o chefe da Polícia Civil, o advogado de Douglas de Jesus não trouxe o indiciado para o município, onde participaria da reconstituição.

“Acionei o juiz corregedor da PM, mas ele também teve o entendimento de que o defensor do acusado estava amparado por essa liminar do Ministro Gilmar Mendes”, explicou. “Dessa forma, não haverá reconstituição desse crime”, completou Paulo Sergio.

O polêmico representante do STF, Mendes, decidiu que os réus não são obrigados a deixar as penitenciárias para participar de quaisquer atividades de caráter comprobatório. A decisão se deu em virtude dos processos da Operação Lava Jato, que investiga casos de corrupção em diferentes esferas políticas do Brasil.

 

Condenação – Apesar do contratempo, Paulo Sergio diz acreditar que o PM será condenado pelo crime, de qualquer forma. “A não realização da reconstituição só nos impede de compreender com mais profundidade o que se passou naquele intervalo de tempo entre o momento em que assassino e vítima chegaram ao local e início dos disparos”, explicou.

 

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