Pais reclamam de condições de escola do Garcias

Desordem de biblioteca irritou alguns pais, que acusam Prefeitura de não cumprir com promessa (Foto: Divulgação)

Os alunos da antiga escola Maurício França Ferraz de Camargo voltaram às aulas nesta quinta-feira (15). As crianças, a partir de agora, estudarão na EMEIEF Paschoal Visconti, no bairro Garcias, devido à polêmica decisão do governo José Tadeu de Resende (PSDB) de fechar a instituição de ensino existente no Piratuba. Os pais, que já estavam descontentes com a medida, agora reclamam das condições do novo prédio onde seus filhos estudarão.

No Facebook, alguns deles postaram fotografias e, até mesmo, fizeram vídeos para expor a indignação. “Do lado de fora da escola há buracos enormes, muito lixo e mato alto, em tempos de Febre Amarela, isso é um absurdo”, pontua Rita Alves Queiroz Lemes, mãe de aluno. “Além disso, a biblioteca que nos foi prometida está uma verdadeira bagunça, uma zona”, completa. Ela admite, todavia, que foram feitas melhorias e adequações no prédio, como pintura, rampa de acesso, bebedouros e outros itens. “Porém, ainda não está de acordo com o que nos foi prometido pelo secretário de Educação, Felipe Campanholi”, lamenta.

Para Roberto Ferrari, também pai de um dos estudantes remanejados para  a Paschoal Visconti, a Administração tentou agir corretamente, no entanto, os problemas persistem. Ele menciona, entre outras falhas, um anexo cuja construção está inacabada. “O legal é que, na Maurício França, uma obra dessas era chamada de ‘puxadinho’, pejorativamente. Agora, nesta outra escola, eles chamam de ‘anexo’”, ironiza, em menção às acusações de que a Prefeitura demonstrou pouca vontade em manter aberta a escola do Piratuba, por conta de motivos meramente econômicos.  

“E tem mais coisas: treliça do telhado da quadra com ferragens expostas, mato alto, quantidade de lixo imensa, cheiro de tinta insuportável; a tela de proteção que dá acesso à escola está danificada, permitindo a qualquer um pular aquilo e invadir o prédio”, enumera Ferrari. Outro apontamento feito por ele diz respeito à grande quantidade de areia espalhada na quadra poliesportiva. “Parece a Praia Grande, sem mar”, brinca.

 

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