Para setor turístico, investir em sinalização é prioridade

Pontos como a Pedra do Elefante carecem de sinalização e, também, ações de manutenção

No que depender de alguns empresários e organizações, os R$ 550 mil disponibilizados a Piedade via MIT (Munícipio de Interesse Turístico) já teriam destino certo: sinalização e comunicação. A Folha de Piedade ouviu vários envolvidos com o segmento turístico e apurou que a falta de informação ainda é barreira a ser vencida, caso a cidade queira explorar todo seu potencial. Em segundo lugar, quase que empatada com essa demanda, foi mencionada a necessidade de capacitar a população para bem receber os visitantes.

Proprietário da pousada Recanto Primavera, no bairro Garcias, Marcel Vicentini diz que sinalização é fundamental. “O turista precisa saber como chegar às pousadas, cachoeiras e restaurantes. Precisamos dar condições a ele para que possa conhecer as atrações de Piedade”, afirma. Em segundo lugar, continua o empresário, é imperativo que haja investimentos na formação de mão de obra receptiva.

Gerente do hotel JWF, Magali Nunes menciona que o aspecto visual da cidade é sempre elogiado pelos hóspedes. “Eles dizem que a cidade é limpa, agradável e bem cuidada, de forma que investir no embelezamento do município, neste momento, não me parece prioritário”, discorre. Por outro lado, a falta de informações entra no rol dos dificultadores. “Falta sinalização e, ainda, um preparo da população para receber os turistas”, opina. Magali coloca como exemplo o próprio hotel onde trabalha. “Estamos no mercado há quatro anos e, ainda, assim há quem não saiba informar aos visitantes onde estamos localizados”, reclama. “Se isso acontece com um prédio no centro da cidade, imagina como é a situação quando se trata dos pontos de visitação. Estamos falando de locais ainda desconhecidos por boa parte dos piedadenses”, acrescenta. Segundo ela, funcionários de postos de combustíveis e frentistas de posto consistem em público alvo interessante de uma eventual ação de conscientização, promovida pelo poder público. “A pessoa precisa saber recepcionar, tem de estar na ponta da língua toda e qualquer informação para o turista”, enfatiza a gerente.

Na opinião de Nádia Salete Novaes Gregório, ex-presidente da Associação de Amigos do Turismo Rural de Piedade e atualmente tesoureira da entidade, já existe um plano diretor. Ela lembra que, foi por meio dele que o MIT piedadense obteve a aprovação. “O documento também servirá como instrumento de cobrança para envio das verbas”, ressalva. “Vamos pegar o plano e ver o que ele diz. A partir daí, direciona-se os investimentos”, comenta Nádia.

Inevitavelmente, a representante da associação tem de concordar que faltam condições para ensinar o turista a chegar aos pontos de visitação.

“Eu moro no Piratuba e disponibilizo meu sítio para que venha a sediar cursos do Senar, por exemplo. Não há nada para indicar onde ele fica. As pessoas têm de adivinhar, ou vir até aqui com a equipe do Sindicato Rural”, desabafa.

 

Manutenção – Além da falta de placas indicativas e demais materiais de comunicação ao visitante, a deficiência na conservação de alguns locais também é mencionada. Associadas da Casa do Artesão, Rosemari Arruda Simão e Maria Luíza de Oliveira Ornos apontam que a Prefeitura pode dar bom destino à verba do MIT com benfeitorias nos pontos turísticos e no acesso aos mesmos.

“De fato, as atrações são pouco divulgadas e é necessário destacar o que nós temos. Mas, antes disso, localidades como o Parque Ecológico, Jardim Oriental, Pedra do Elefante, entre outras, carecem de uma boa manutenção”, avalia Rosemari.

 

Itinerante – Maria Luíza Ornos dá outra sugestão. Segundo ela, seria interessante investir em tendas ou outra estrutura que permitisse levar a Casa do Artesão aos bairros de Piedade. Na visão da entrevistada, a medida seria bastante democrática e, também, daria mais visibilidade ao trabalho daqueles que produzem o artesanato local.

“Inclusive, nos bairros, poderia haver um espaço para a exposição de itens feitos por moradores daquele local. Aqui, onde estamos, é inevitável ficarmos um pouco restritos”, sugere. 

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