Piedade integra a nova Região Turística de Paranapiacaba

Cicloturismo é uma das muitas opções turística oferecidas por Piedade

Montanhas, lagos, cachoeiras, trilhas perfeitas para a prática do cicloturismo, muito verde, ar puro e, evidentemente, harmonia com a natureza. Esses são alguns dos atrativos peculiares da recém-criada RTAP (Região Turística Altos de Paranapiacaba), que é integrada por Piedade, Tapiraí, Pilar do Sul e São Miguel Arcanjo. O grupo de municípios vizinhos recebeu essa denominação por ter seu território igualmente atravessado pela Serra de Paranapiacaba. A imponente extensão da Serra do Mar que avança cerca de 200 quilômetros no interior paulista e atinge altitudes que ultrapassam 1.200 metros de acima do nível do mar, abriga um ambiente diferenciado, com flora, fauna, relevo e hidrologia sui generis, tudo numa combinação perfeita para proporcionar paz e repouso aos visitantes.

Para Hugo Casoni Godinho, diretor de Turismo de Piedade, a ação é oportuna, especialmente porque coincide com a inclusão da cidade no projeto MIT (Município de Interesse Turístico). Ele explica que até cerca de um mês atrás, as quatro cidades faziam parte de duas RTs (Regiões Turísticas) diferentes do Estado de São Paulo e sem qualquer compatibilidade em relação as suas características. “Isso dificultava muito o desenvolvimento turístico, pois os agrupamentos haviam sido estabelecidos a partir da simples junção de municípios vizinhos”, observa.

A adequação da denominação e configuração do roteiro turístico formado por Piedade e cidades circunvizinhas à realidade regional ocorreu a partir de determinações do Ministério do destinadas a gerir, estruturar e promover as atividades turísticas de forma regionalizada e descentralizada. As portarias 205, de 9 de dezembro de 2015, e 268, de 28 de dezembro de 2016, definiram novas regras para o Mapa do Turismo Brasileiro e estabeleceram o ano de 2017 como prazo limite para as atualizações.

“Na prática, o governo federal deu aval para os municípios decidirem entre si a região à qual pertencem, levando em consideração alguns critérios objetivos, como identidade histórica, cultural, econômica e/ou geográfica, entre outros” esclarece o titular da pasta de Turismo piedadense, em nota sobre o assunto distribuída à imprensa nesta semana.

Segundo a Diretoria de Turismo de Piedade, a RT Altos de Paranapiacaba já foi registrada no Ministério do Turismo. “São municípios similares e isso garante mais efetividade na hora da execução de políticas voltadas ao estímulo da atividade”, afirma Hugo, acrescentando que “outra vantagem da mudança é a redução do tamanho do grupo, o que abre mais espaço para planejamento e acompanhamento das ações de acordo com as reais necessidades”.

 

Estratégia  

 

Conforme o diretor de Turismo piedadense, a proposta de formatação da RT Altos de Paranapiacaba foi apresentada pela Divisão de Turismo e Cultura de Tapiraí. Inicialmente, o responsável pela pasta convidou oito municípios abrangidos pela Serra de Paranapiacaba. Além das quatro cidades que efetivamente passaram a compor o roteiro, a lista incluía ainda Capão Bonito, Salto de Pirapora, Sarapuí e Sete Barras.

Hugo explica que os gestores de turismo das prefeituras integrantes da RTAP realizaram três reuniões entre maio e julho deste ano, para a definição de estratégias e escolha de uma coordenação para os trabalhos. De comum acordo entre os integrantes do grupo, a mediação temporária foi atribuída à Diretoria de Turismo de Piedade. Neste período também foram iniciadas ações básicas, como a elaboração de roteiros turísticos.

A pauta do quarto encontro, agendado para esta quinta-feira (27), em Tapiraí, incluiu a apresentação dos estudos de cada prefeitura integrante da RT para oficialização dos roteiros, assim como a discussão de projetos conjuntos para serem implantados em médio e longo prazo.

Hugo destaca que a soma de esforços fortalece ainda mais o desenvolvimento do turismo na região e, por extensão, em Piedade também. “Como MIT, o município passará a receber cerca de R$ 550 mil anualmente do governo estadual para investimentos no setor, mas, o sucesso da iniciativa depende de planejamento”, ressalta.

 

Região única

 

A Serra de Paranapiacaba, que em tupi-guarani significa "montanha que detém o mar", é o nome da porção mais interiorana da Serra do Mar, no sudeste do Estado de São Paulo. Localizada entre as bacías dos rios Paranapanema, ao norte, e Ribeira do Iguape, ao sul, faz parte do Sítio do Patrimônio Mundial Reservas do Sudeste. Na região definida como RTAP, se caracteriza pela grande quantidade de cursos d’água de grande, médio e pequeno porte, além de vegetação e espécies animais não encontradas em outras regiões, incluindo algumas ameaçadas de extinção. Mais a oeste, compreende os parques estaduais de Petar, Intervales e Carlos Botelho, cobrindo área de aproximadamente 120.000 ha repleta de cavernas e grutas. O conjunto representa a maior reserva de Mata Atlântica no Brasil. De acordo com estudos recentes, a área é um fragmento do supercontinente Rodínia. A grande quantidade de material orgânico formado a partir de pequenos micro-organismos marítimos demonstra que toda essa região já foi um braço oceânico. 

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