Piedade já está sem combustível

Ditracopi e Guarda Municipal organizam o tráfego nas imediações de um dos postos

A crise no fornecimento de combustíveis tem provocado caos nos postos de Piedade. Desde a última quarta-feira (23), as filas de motoristas em busca de gasolina, diesel e etanol têm atingido grandes dimensões. Em um estabelecimento situado na Rua Capitão Moraes, a linha de automóveis em espera tinha cerca de 2km e chegava às imediações da escola Carlos Augusto de Camargo, passando pela Rua Benjamin Constant. Foi necessário, inclusive, o apoio da equipe do Ditracopi (Departamento Municipal de Trânsito) para organizar o fluxo.

A Folha de Piedade Online fez contato com alguns postos, para levantar qual a real situação do abastecimento no município. O gerente de uma dessas empresas pediu anonimato e revelou: “Desde ontem, estamos zerados. Não temos nenhum dos produtos”. A solução, segundo ele, tem sido orientar os clientes para que procurem outros locais. “Essa paralisação dos caminhoneiros tem atrapalhado bastante. Eles não deixam o combustível chegar até as distribuidoras”, explicou.

Ainda de acordo com esse funcionário, há rumores de que a categoria em greve passará a liberar o fornecimento no sábado (26). “Mas, normalizar, mesmo, só a partir da próxima segunda-feira (28)”. O responsável por outro posto, porém, ventilou uma informação ainda mais preocupante. “Não há prazo estimado para o fim do protesto dos caminhoneiros, mas, quando isso ocorrer, as distribuidoras vão priorizar os grandes centros. Cidades menores só vão receber o combustível depois”, avaliou.

Nesta quinta-feira (24), apenas três postos tinham combustível para a venda. Mesmo assim, em quantidade mínima e limitada. Um deles zerou os tanques de etanol e diesel ainda pela manhã, restando somente um pouco de gasolina. O funcionário de outro posto declarou à reportagem que ainda havia combustíveis, porém, não duraria até o período da tarde. “Temos para mais algumas horas e só”, lamentou. Sobre eventual prazo de normalização, a resposta do rapaz explicitou bem o que tem sido a crise do abastecimento em Piedade. “Olha, quem pode falar sobre isso é o gerente. Porém, ele está muito ocupado organizando a fila de carros”.

A falta dos insumos também tem deixado os piedadenses com os nervos à flor da pele. Em um dos estabelecimentos, os motoristas quase agrediram um rapaz que tentava passar à frente dos demais. Há relatos, ainda, de frentistas que foram alvo do estresse dos clientes.

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