Piedade lidera produção de salsa em São Paulo

Maior parte da salsa é produzida em consórcio com outras hortaliças
Piedade é o maior produtor paulista de salsa, com safra anual média de 3 mil toneladas. De acordo com a Diretoria Municipal de Agricultura, a maior parte do tradicional tempero utilizado em sopas, saladas e farofas é cultivada em pequenos espaços nas propriedades locais, consorciada com diversas outras hortaliças. Mesmo assim, a produtividade é elevada, graças à combinação de fatores favoráveis como o clima ameno do município, que permite plantios durante todo o ano, e o ciclo curto da planta – de 50 a 70 dias para início da safra. Pela cotação do entreposto da Ceagesp de São Paulo de 14 de dezembro, o faturamento total com o produto gira em torno de R$ 8,9 a R$ 11,3 milhões a cada 12 meses.
 
A importância do município no que se refere ao abastecimento do mercado estadual da erva condimentar foi destacada recentemente pela Ceagesp (Companha de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo). Conforme a assessoria de imprensa da empresa, os lavradores piedadenses foram responsáveis por cerca de 50% das 3.676 toneladas do produto comercializado durante todo o ano de 2016 no entreposto da capital. 
 
Pelos cálculos da instituição, as 1.800 toneladas que saíram das roças locais para a Capital equivaleram ao total produzido por todos os demais municípios paulistas juntos. Nas posições subsequentes aparecem Ibiúna, Cotia, Mogi das Cruzes e Embu Guaçu. Na maior parte desses municípios, o cultivo se restringe aos períodos mais favoráveis, que são os meses de março a junho e de dezembro a janeiro.
No dia 14 de dezembro, o maço do produto pesando cerca de 2,5 Kg estava cotado entre R$ 7,38 e R$ 9,86 no atacado, dependendo da qualidade da verdura.
 
No ano inteiro
 
Salsa ou salsinha é uma planta herbácea bastante rústica, cultivada a partir de sementes ou de mudas. De maneira geral, exige apenas boa iluminação, mas os melhores resultados são obtidos sob temperaturas entre 7 a 24°C e solos com textura média, ricos em matéria orgânica, bem drenados e com pH entre 5,5 e 6,8.
 
Os pés da herbácea podem ser bienal ou perene. Atingem de 0,60 a 1,00 m de altura. As cultivares são a comum, crespa, gigante portuguesa, lisa comum e lisa preferida.
 
O espaçamento ideal é de 0,20 a 0,25 x 0,10 a 0,15 m. Precisa de 2 a 3 quilos de sementes por hectare.

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