Piedadense faz curso na Europa

Nataly, orgulhosa, mostra os certificados do Instituto Goethe

No último dia 28 de janeiro, a piedadense Nataly Gabriela Silva Marques, de 17 anos, voltou ao Brasil após viver uma experiência única. Aluna do curso de alemão oferecido gratuitamente pelo CEL (Centro de Estudos de Línguas), ela passou 20 dias em Berlim, com todas as despesas pagas pelo Instituto Goethe. Na renomada instituição, ela teve a oportunidade de fazer uma verdadeira imersão no estudo da língua.

“Foi algo muito completo. Toda a matéria era explicada em alemão, após um tempinho você acaba assimilando de forma automática. Uma forma única de aprendizado”, comenta Nataly.  A jovem lembra que, no primeiro dia, a ansiedade faz com que tivesse um pouco de dificuldade com o idioma. “Na recepção do alojamento, as pessoas perguntaram várias coisas, tudo em alemão, fiquei um pouco perdida”, diverte-se. Mas, rapidamente, o nervosismo passou. “Nos últimos dias, eu me comunicava normalmente na língua deles”, conta.

No alojamento, Nataly ficou hospedada com jovens de diversos outros países. Fato que tornou a experiência ainda mais enriquecedora.

 

Aproveitando – Além de toda a qualidade do curso do Instituto Goethe, a piedadense pode conhecer mais da metrópole alemã e sua cultura. Nas horas livres, fez passeios e visitou locais incríveis, como Potsdam, a tradicional praça Alexanderplatz, o memorial às vítimas do Holocausto, o surpreendente centro de compras Ka De We, Checkpoint Charlie e as ruínas do Muro de Berlim e, até mesmo, um campo de concentração.

“Foi uma experiência fantástica e diferente. Não fosse pela oportunidade do CEL, seria muito difícil eu ter vivenciado tudo isso”, reconhece. Nataly teve toda sua vida escolar baseada no ensino público. Foi aluna da escola estadual Professor Carlos Augusto de Camargo – onde funciona o CEL – e, hoje, estuda na Etec. Para o futuro, diz ela, os planos são se aprofundar no estudo do idioma de Immanuel Kant e cursar a faculdade de design.

 

Cultura – A cultura do povo alemão também impressionou a jovem estudante. Ela menciona como uma das experiências marcantes, o fato de utilizar o metrô sem ter de passar por catracas ou apresentar bilhete. “Você compra e guarda com você. Eles confiam que você pagou por aquilo. É muito distante do que acontece no Brasil onde, infelizmente, existe uma cultura de passar o próximo para trás”, afirma, em relação ao choque cultural. “Além disso, as ruas são todas muito limpas, as pessoas educadas e solícitas”, aponta.

Aperto, mesmo, Nataly só passou com a culinária. A predominância de pratos baseados em carne de porco e batatas não foi muito apreciada pela garota. O tradicional repolho (sauerkraut)? Nem pensar! A saída encontrada pela piedadense foi recorrer às conhecidas redes de fast-food, como McDonalds e Burger King.

 

Oportunidade – A coordenadora do CEL, Alzira Ponciano Gonçalves, destaca a importância de programas como o CEL, no atual cenário brasileiro. “É gratificante manter uma iniciativa como esta, em um país que não valoriza a Educação e corta a verba de diversos programas”, avalia. “A história da Nataly é uma conquista muito grande, para ela e, também, para o nosso projeto”.

Alzira diz esperar que casos como esse inspirem os alunos da rede pública de ensino, para que acreditem em seu potencial e se dediquem ao estudo de idiomas. Além, é claro, de inspirar autoridades de diferentes esferas de poder acerca da importância de investir na formação desses jovens.

Matrículas – O CEL está com matrículas abertas, para os curso de inglês e espanhol, até o dia 28 de fevereiro. Para participar do programa, é preciso estar frequentando o Ensino Fundamental ou o Ensino Médio na rede estadual.

Interessados devem comparecer à secretaria da escola, localizada à Rua Vicente Garcia, 296, no Centro. É preciso apresentar documentos pessoais. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3244-1312.

Comentar