Polícia considera hipótese de Macarrão estar vivo

Investigador Alessandro diz não descartar nenhuma hipótese

Dezessete dias passados desde o desaparecimento, a Polícia Civil continua as buscas por João Carlos Pinheiro, o “Macarrão”, 43 anos. O trabalho envolve diligências ao bairro onde ele morava, o Bom Pastor, depoimento de familiares entre outros esforços. “Não descartamos nenhuma hipótese”, afirma Alessandro Mendes, chefe da investigação.

Uma das linhas consideradas pelas autoridades é de que Macarrão esteja vivo, porém, em outra cidade. “Trabalhamos, sim, com a possibilidade de ele ter deixado Piedade, por questões de foro íntimo”, admitiu. “Por enquanto, não há nenhum indício de que o desaparecido tenha sido morto”, completou, em alusão aos inúmeros boatos sobre um possível homicídio seguido de ocultação de cadáver.

De acordo com Alessandro, todas as informações que chegam à Polícia Civil são devidamente apuradas. Algumas dessas ligações dariam supostas localizações do corpo de Macarrão. “Mas, por enquanto, não encontramos nenhum elemento que corrobore com isso, como peça de roupa ensanguentada”, explica o investigador. “Quando surgir algo de concreto, a coisa muda de figura”, apontou.

Sobre a onda de boatos, uma das teorias das autoridades é de que se trate de algo criado pelos próprios traficantes que atuam no Bom Pastor. O intuito, na avaliação de Alessandro, seria amedrontar a população, aumentando seu poder sobre aquela comunidade.

“Pode ser um blefe para gerar o clima de medo e ajudar a fazer valer a lei do silêncio que vigora nesses locais”, disse. “Inclusive, em nossas diligências pelo Bom Pastor, percebemos muito temor por parte das pessoas”, conclui.

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