Preços de morango, pimentão, cebola e alface frustram lavradores

Variações de preços na Ceagesp da capital paulista no mês de setembro
O Índice de preços da Ceagesp encerrou o mês de setembro com alta de 4,88%, a segunda maior do ano. Nos últimos 12 meses, o indicador registra leve aumento de 0,11% nos preços praticados. Aspectos sazonais e climáticos como a continuidade da estiagem durante o mês no estado de São Paulo prejudicaram grande parte dos produtos, principalmente do setor de frutas. Já o volume comercializado acumulado no ano, em comparação com o mesmo período de 2016, cresceu 3,96%. Para os lavradores piedadenses, os melhores resultados foram obtidos nas safras de chuchu, pepino comum, salsa, rúcula hidropônica e brócolis ninja. As maiores frustrações, por sua vez, ficaram co os produtores de morango, cebola, pimentão, tomate, alface e repolho.
 
Frutas valorizadas
 
Em setembro, o setor de frutas registrou forte valorização de 7,90%. As principais altas foram da carambola (57,6%), do kiwi estrangeiro (55,5%), do mamão formosa (49,5%), do limão taiti (37,5%), do maracujá azedo (31,5%) e do maracujá doce (21,8%). Os produtos que sofreram as maiores reduções de preços foram caju (-24,6%), a manga tommy atkins (-22,8%), a manga palmer (-15,5%) e com o morango (-13,8%).
 
Legumes em queda
 
O setor de legumes registrou baixa de 1,11%. Os recuos mais significativos foram contabilizados pelos produtores de pimentões vermelho (-39,5%) e amarelo (-30,9%), de tomates cereja (-25%) e caqui (-12,7%), de pimenta cambuci (-15,1%) e de maxixe (-10%). No lado oposto da balança, quem pode comemorar elevação da lucratividade foram os laradores que colheram chuchu – cujos preços médios subiram 56,6% –, jiló (16,3%), ervilha torta (11,1%), pepino comum (10,6%) e abóbora japonesa (6,5%).
 
Verdureiro têm prejuízo
 
A situação dos produtores de verduras foi ainda pior, já que o conjunto do setor apresentou queda expressiva de 5,09%. As principais baixas foram do louro (-21,8%), da escarola hidropônica (-19,7%), da alface lisa (-17,6%), do repolho (-17,3%), do orégano (-17,0%) e do salsão (-15,7%). As altas ficaram por conta da salsa (47,3%), do milho verde (23,3%), da rúcula hidropônica (8,3%), do brócolis ninja (8,1%) e do nabo (7,9%).
 
Cebola também frustra
 
Outro setor que sofreu desvalorização em setembro foi denominado diversos. Neste grupo, os preços tiveram queda média de 1,93% no mês. Os principais recuos ficaram por conta da batata beneficiada lisa (-23,9%), da canjica (-8,6%), do amendoim com casca (-7,0%), do alho nacional (-6,3%), da cebola nacional (-4,4%) e dos ovos brancos (-3,6%). As poucas altas ocorreram com a batata comum (13,6%) e com o coco seco (3,4%).  
 
Vendas melhoram
 
A notícia positiva para o mercado de alimentos vegetais frescos é o aumento do volume comercializado. No entreposto de São Paulo, as vendas totalizaram 275.067 toneladas. No mesmo período do ano anterior, as negociações computaram 262.417 toneladas. O crescimento ficou na casa de 4,8%.
 
No comparativo acumulado do ano, houve um acréscimo de 3,96%. O volume passou de 2.361.205 toneladas negociadas em 2016 para 2.454.683 toneladas em 2017. 
 
A previsão dos meteorologistas para o mês em curso é de volta das chuvas, com grande incidência no cinturão verde de São Paulo. Com o tempo mais quente e maior incidência de chuvas, o clima deverá favorecer a maturação dos produtos, proporcionando melhoria na qualidade e maior oferta.
 
Índice Ceagesp
 
Primeiro balizador de preços de alimentos frescos no mercado, o Índice Ceagesp é um indicador de variação de preços no atacado de frutas, legumes, verduras, pescado e diversos. Divulgados mensalmente, os 150 itens da cesta foram escolhidos pela importância dentro de cada setor e ponderados de acordo com a sua representatividade. O Índice foi lançado em 2009 pelo entreposto paulista, que é referência nacional em abastecimento.

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