Secretaria diz que não exigiu cobrança de taxa do lixo

Tadeu afirmou que cobrança foi condição imposta por Secretaria do Meio Ambiente, mas órgão estadual negou informação

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente negou a afirmação do prefeito José Tadeu de Resende (PSDB) de que teria exigido do Município a cobrança da Taxa de Recolhimento de Lixo. Em conversa com manifestantes, na quinta-feira (29), o chefe do Executivo alegou que o órgão colocou a tributação como condição fundamental para permitir a Piedade firmar consórcio com outras cidades da região metropolitana.

“A Secretaria do Meio Ambiente deixou bem claro: quem não tiver cobrança do lixo não poderá fazer consórcio”, afirmou Tadeu de Resende. Ele também acrescentou que, sem fazer parte desse arranjo regional, o Município não conseguiria as licenças ambientais para ter seu próprio aterro sanitário, transbordar o lixo para outra cidade ou, até mesmo, montar uma usina para geração de energia por meio dos detritos.

Procurado pela Folha de Piedade Online, todavia, o órgão estadual negou o que foi dito pelo prefeito. “A Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Estado de São Paulo jamais criou exigências como forma de induzir o município de Piedade à criação da taxa do lixo”, afirma, em documento oficial enviado à reportagem na segunda-feira (2).

Ainda de acordo com a nota, o que existe é um estímulo para que as cidades se unam na busca por soluções regionalizadas, com a formatação do programa GIRS (Gestão Integrada de Resíduos Sólidos). O plano, segundo a secretaria, deverá abranger coleta, transporte, tratamento e destinação do lixo, além de educação ambiental. Ele contemplará, ainda, toda a variedade de resíduos: domiciliares, hospitalares, da construção civil e outros.

Por fim, é esclarecido que uma eventual taxa do lixo – caso já exista no município – deverá, apenas, estar justificada dentro do GIRS, com seus fins claramente descritos para aplicação como lei nas cidades inseridas da região metropolitana ou aglomeração urbana.

 

Devagar – Em busca de atender às diretrizes do GIRS, os municípios de Piedade, Votorantim, Ibiúna, Salto de Pirapora e Pilar do Sul uniram-se, criando um consórcio regional para a gestão dos resíduos. Todavia, algumas ações referentes a essa iniciativa ainda são tímidas e vacilantes.

Na mesma reunião em que tentou relacionar a responsabilidade da taxa ao Governo do Estado, Tadeu afirmou que havia negociações adiantadas para que o lixo das cidades que compõem o grupo fosse descartado em Votorantim. “Já estava tudo certo, aquele Município havia conseguido a licença da Cetesb (Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental) e foi elaborada a lei”, comentou. Porém, segundo o ele, o Executivo de Votorantim recuou após sofrer pressões da Câmara dos Vereadores. “Percebe-se que o prefeito está com medo e não quer dar prosseguimento, a coisa não está fluindo”, afirmou.

Ainda de acordo com Tadeu de Resende, caso a iniciativa tivesse êxito, Piedade economizaria R$ 1,8 milhão por ano com o transbordo dos resíduos.

Comentários

Que coisa feia Dr.Tadeu...

Na verdade esta um jogo de impurra!! ou seja é bem a cara do (PSDB)

Que feio prefeito !Mentiu para população .

Se um governo não faz o básico que é falar a verdade para a população,o que mais a gente pode esperar?Piedade está abandonada,insegura,cheia de lixo,estradas em péssimas condições etc, etc.Ao mesmo tempo existe esse prefeito que cria taxas e impostos cada vez mais altos pra população pagar.Se pelo menos esse valor fosse revertido em melhoria para o povo,mas não é!!!Esse dinheiro é usado pra pagar salário de quem é cargo de confiança na Prefeitura.Chega disso!!Estão fazendo o piedadense de palhaço e ninguém fala nada ou faz alguma coisa.

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