Tadeu desiste de contratar presidiárias de Votorantim

O governo José Tadeu de Resende (PSDB) decidiu abortar a contratação de reeducandas da Penitenciária Feminina de Votorantim para trabalhar em serviços de limpeza e manutenção. Em nota enviada pela Assessoria de Imprensa, a Prefeitura diz que se trata de uma “interrupção momentânea” do projeto, devido a questões financeiras.

“Em estudos preliminares relacionados à contratação, constatou-se que as responsabilidades que cabem ao município são demasiadamente onerosas aos cofres públicos, o que demanda melhor entendimento sobre o assunto e consulta a outros municípios que já fazem este tipo de contratação”, escreveu o Executivo.

Inicialmente, Tadeu havia dito que pretendia contratar as detentas, justamente, para gerar economia às finanças municipais. Com a medida, a Prefeitura esperava baratear os custos com mão de obra, uma vez que cada detenta receberia um salário em torno de R$ 1 mil, sem direito a férias e décimo terceiro – uma vez que não haveria vínculo empregatício com a municipalidade. O contrato seria celebrado por meio de convênio entre a Prefeitura e os responsáveis pela administração da penitenciária. Caberia ao Município providenciar o transporte de ida e volta.

Seriam chamadas entre 40 de 50 mulheres da unidade prisional, as quais deveriam trabalhar de segunda a sexta-feira. No sábado, elas passariam por cursos e palestras, no sentido de promover a ressocialização.
 

Discussão – A notícia, ventilada em meados de março deste ano, provocou discussão entre os munícipes. Houve quem se posicionasse totalmente contra a iniciativa, alegando que tais vagas de emprego deveriam ser destinadas às piedadenses.

Por outro lado, parte dos debatedores demonstrou ver com bons olhos a ideia, no sentido de contribuir para a reinserção social das reeducandas. “É algo importante, até para que a pessoa ache seu lugar na sociedade e não vale a delinquir”, apontou, na época, o presidente do Conseg (Conselho Municipal de Segurança), Paulo Bonilha Homrich.  Ele, todavia, fez a ressalva: seria preciso fazer uma triagem rigorosa das apenadas que viriam trabalhar no município. “É preciso garantir que sejam detentas com bom comportamento, não tenha perfil violento e, sobretudo, seja analisada a natureza dos crimes por elas cometidos”, avaliou.

 

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