Torcedores dão show de espírito esportivo após Paulistão

Wagner e Peixeiro: diferenças ficam apenas nos gramados

Um grupo de amigos do bairro Oliveiras mostrou que a rivalidade no futebol deve ficar, apenas, no campo e deu um exemplo de fraternidade. Por meio de uma vaquinha, eles compraram uma camisa do Palmeiras, novinha, ao colega Misael de Oliveira, o “Peixeiro”. O “manto” do torcedor do verdão havia sido estragado, por conta de uma brincadeira maldosa, após a final do Campeonato Paulista, disputada em 8 de abril.

Tudo começou com uma aposta. Wagner Adriano de Camargo, um dos organizadores da vaquinha, conta como a situação ocorreu. “Nós, frequentadores do Bar do Miro, propusemos uma brincadeira entre o Peixeiro e outro amigo. Na hora da comemoração do título, quem perdesse a aposta teria de vestir a camisa do time vencedor”, explica. Diante da vitória do arquirrival Corinthians, o palmeirense não teve outra saída senão colocar o uniforme do “Timão”.

Tudo corria em clima de tranquilidade até que, ao final da brincadeira ao pegar de volta sua camiseta do Palmeiras, Peixeiro descobriu que alguém havia ateado fogo na peça de roupa. “Não vimos quem fez isso, mas discordamos totalmente da atitude”, reprova Wagner Adriano. “Ficamos realmente chateados e, então, tivemos a ideia de fazer a arrecadação para reparar esse dano”, completa.

Os frequentadores do estabelecimento, independentemente de paixões por seus clubes, abraçaram a ideia. No último sábado (14), Peixeiro recebeu uma camisa oficial do seu amado “Palestra”. De “brinde”, também ganhou uma chupeta na cor de seu time do coração.

“Havíamos ganhado o primeiro jogo e acreditava que o Palmeiras seria campeão. Infelizmente, não deu. Quem não chora diante de uma derrota como essa?”, comenta o alviverde, sem perder a esportiva.

Para ele, a atitude dos amigos demonstra que o futebol, ao invés de separar, pode vir a unir as pessoas. “A amizade vale mais que qualquer coisa. Os jogos devem ser momentos de confraternização e não de brigas”, conclui.

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