Transporte escolar é criticado na Câmara

Transporte de alunos da Bateia de Baixo foi alvo de críticas e questionamentos (Foto: Arquivo)

Cerca de 27 alunos do Ensino Fundamental, residentes na Bateia de Baixo, têm sido submetidos a situação de risco. De acordo com denúncia apresentada na segunda-feira (2), pelo vereador Adélcio de Jesus (PSB), os estudantes ficam cerca de uma hora no portão da escola – sem poder ingressar na instituição – devido ao que parece ser má organização do transporte escolar.

“O ônibus passa às 6h e as crianças entram em aula às 7h. São pequenos e ficam um longo período de espera. É muito tempo”, discursou Adélcio, na tribuna do Legislativo. Para o peessebista, compete ao Executivo ter bom senso para resolver a situação, visto que não há lei específica sobre essa questão.

Adélcio também apresentou requerimento a respeito do transporte escolar. Ele quer saber qual o valor repassado ao Município para investimento nesse setor; quantas crianças são atendidas; qual a forma de licitação aplicada e o número de empresas que realizam esse serviço; cronograma de horários itinerários e, obviamente, se há algum controle sobre o tempo de espera dos alunos, entre o momento em que são apanhados pelo ônibus até o momento em que entram na escola.

 

Apoio – A fala do vereador ganhou o endosso de alguns colegas.  Alex Silva (PTB), que já havia feito fala sobre a falta de pontos de ônibus nos bairros, cravou: “Espero que, onde essas crianças estejam aguardando, haja pelo menos um ponto decente”. Alex completou, ainda, com a opinião de que os alunos merecem conforto, visto que a Secretaria Municipal de Educação teria “um dinheiro muito bom” à disposição.

 

Defendeu – Eterno aliado do prefeito José Tadeu de Resende (PSDB), o presidente da Câmara, Camarão Prestes (PSD), tentou colocar panos quentes na situação. Ele avaliou que, na referida situação, apresentar um requerimento pode não ser a medida mais viável. “A Prefeitura tem 15 dias para responder. Esses alunos não podem ficar todo esse período, no tempo, enquanto não chega a manifestação do governo”, argumentou.

A sugestão de Camarão é de que a vereança procure diretamente o chefe do Executivo e o secretário da pasta, Felipe Campanholi, para pedir providências. “Eu mesmo vou falar com o prefeito, amanhã, e pedir a resolução da questão”, avisou.

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