Veja como um hobby pode se transformar em renda

Reprodução de suculentas se dá por meio de folhas, talos ou sementes
Nada exigentes, pouco espaçosas, baratas e, além do mais, com o apelo de centenas de formatos e colorações diferentes. Esses são alguns dos atributos que estão levando as suculentas a se transformarem nas plantas ornamentais mais populares do país. De olho nesse novo filão, muitos piedadenses adaptaram as técnicas tradicionais de reprodução e se lançaram no mercado. O grupo já inclui desde agricultores familiares e artesãos, até uma zootecnista e uma jornalista. Apesar do início recente das atividades, todos eles consideram os resultados financeiros compensadores.
 
“O cultivo não é tão fácil como a maioria das pessoas imagina, mas, tomando alguns cuidados básicos, pode-se obter uma boa remuneração”, explica a artesã Sueli Vilas Boas. Comercializando sua produção há apenas pouco mais de um ano, ela calcula que a lucratividade média gira em torno de 50% do faturamento. O custo se resume à aquisição dos pequenos vasos, substrato e adubo NPK 10/10/10. “O restante da despesa é com a mão de obra para molhar diariamente e, se for o caso, transferir de vaso”, detalha a produtora, acrescentando que uma única pessoa pode dar conta de centenas ou, até, milhares de plantas.
 
Reprodução rápida 
 
Cada tipo de suculenta tem um tempo de reprodução distinto, porém, a maioria está pronta para o mercado, no máximo, em 60 dias. Nesta fase, o ideal é manter os vasos protegidos em estufa ou, no mínimo, em espaço coberto por sombrite. A duplicação se dá por meio de estacas, folhas e, em alguns, casos, por sementes. Mas esta última opção é a mais demorada e de resultado incerto. Para obter uma nova planta, basta colocar folhas ou talos retirados de outras da mesma espécie sobre um substrato de boa qualidade em local protegido do sol e da chuva, mas com boa luminosidade. Regas periódicas fazem o resto do trabalho.
 
Um dos poucos cuidados indicados na multiplicação de suculentas é a utilização de substrato isento de ervas daninhas. Sueli aconselha as pessoas interessadas a começar uma produção comprar o material pronto e de boa procedência. Segundo ela, o problema do controle das invasoras é a dimensão reduzida do vaso. Outra dica é substituição do adubo químico pelo orgânico. 
 
Baixo custo 
 
Por experiência própria, Sueli revela que uma vantagem importante das suculentas é o preço acessível. “Tem vasinho desde R$ 2,00 e a maioria dos mais caros não passa de R$ 10,00”, exemplifica. Segundo a produtora, por conta dessa característica o vasinhos dessas plantas são cada vez mais comuns como lembrancinhas em festas de aniversário, casamento e datas especiais, como o Natal e os dias das Mães e dos Namorados. Nesses casos, os recipientes simples e de plástico dão lugar a objetos mais vistosos e peças de artesanato.
 
A receptividade do público às suculentas, Sueli está tendo a oportunidade de comprovar em um bazar organizado pela Casa do Artesão, localizada na Praça da Matriz. “As pessoas ficam maravilhadas com os formatos tão exóticos e as cores inusitadas, que acabam levando sempre mais de um vaso”, comemora. 
 
Outros locais onde essas plantinhas simpáticas e baratinhas podem ser encontradas é na Feira do Produtor Rural – nos sábado de manhã, no Portal das Águas (leia matéria abaixo) –, nas floriculturas e na lojas de produtos para jardinagem.
 
Hobby vira renda
 
O fascínio pelas suculentas, geralmente, é um sentimento que aumenta com o tempo. Sueli conta que seu primeiro contado com essas plantas foi na decoração da própria casa. “Quando descobri a variedade e a beleza delas, me apaixonei e me interessei em divulgá-las”, revela. No começo, a artesã comprava para revender, no entanto, logo estava buscando tipos diferentes e reproduzindo. Hoje, cultiva e comercializa mais de 50 espécies.
 
Muitas opções 
 
As suculentas estão entre os seres vivos mais numerosos do planeta. Ao contrário do que muita gente pensa, elas não formam uma família botânica, mas estão presentes em quase todas as famílias. Todas elas se distinguem pela capacidade de armazenar água na raiz, no caule ou folhas e pela grande resistência a seca. Alguns exemplos sãos os cactos, Flor-de-maio, babosa (Aloe vera), Yucca, Rabo-de-burro, Rosa-de-pedra, Violeta Africana, Onze horas, e Lança-de-são-jorge. A diferença no trato é a maior ou menor quantidade de água e luz de que precisam.
 

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