Verduras têm elevação de preços recorde em junho

Verduras, legumes e diversos valorizaram em junho; preços do setor de diversos, que engloba cebola, caíram
Verduras, legumes e frutas em alta e o setor de diversos em baixa. Esse foi o comportamento dos preços no atacado dos 150 produtos agrícolas frescos mais comercializados nos entrepostos oficiais de São Paulo durante junho. Para os lavradrores piedadenses, o mês foi de bons e mais resultados. No lado positivo, os destaques foram as alfaces, com valoriação de até 63%, além de abobrinha italiana e pimentão verde, que alcançaram cotações entre 47% e 49% acima da média do período anterior. Do lado oposto da balança, ficaram morango, tomatee couve flor, vendidas por valores de 27% a 10% abaixo dos praticados em maio.
 
Conforme relatório divulgado nesta sexta-feira (7), o Índice de preços da Ceagesp encerrou o mês de junho com elevação de 1,31%. No primeiro semestre do ano, o indicador acumula baixa de 7,27%. Portanto, o cenário para 2017 em relação aos níveis inflacionários continua positivo para o consumidor. No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador registra retração de 11,7% nos preços praticados no atacado. Confira o comportamento do mercado por setor:
 
Verduras lideram
 
Em julho, o setor de verduras foi o que apresentou a elevação média de pressos mais expressiva, com 15,89%. As principais altas foram das alfaces crespa e lisa (63% e 57,3% respectivamente), coentro (44,6%), alface americana (32,4%), das alfaces hidropônicas crespa, lisa e mimosa (26,5%), rúcula (25,7%), e escarola e rúcula hidropônicas (23,5%). As principais baixas foram da couve flor (-15,3%), repolho (-15%), erva-doce (-14,7%) e do brócolos ninja (-9,0%).
 
Os legumes também registraram forte alta: 4,32%. Os melhores preços foram alcançados pelo produtores de abobrinha italiana (48,4%), pimentão verde (47,5%), pimenta cambuci (38,1%), jiló (36,4%) pimentão amarelo (36,5%) e maxixe (30,1%). Os prejuízos ocorreram com o tomate comum (-23%), mandioca (-15,1%), tomate caqui e a cenoura, ambos com queda de 10,1%. 
 
As frutas ficaram praticamente estáveis no mês passado, registrando elevação média de 0,79%. Infelizmente, os aumentos passaram longe dos pomares piedadenses: ameixa estrangeira americana (207,2%), limão taiti (55,5%), melancia (35,2%), mamão havaí (35,1%), figo roxo (21%) e abacaxi (19,8%). Quanto as baixas, a que mais mexeu no bolso dos produtores foi o morango, com redução de -27,4%. Outras frutas que perderam preço em junho foram, maracujá azedo (-23,2%), da laranja pera (-19,7%), laranja lima (-17,1%) e do coco verde (-15,7%).
 
O setor de diversos apresentou baixa de 2,99%. Os principais recuos foram da batata comum (-11,0%), da batata beneficiada (-8,8%), da cebola nacional (-6,2%), e do milho de pipoca (-4,5%). Os aumentos ficaram por conta da canjica (1,3%), e dos ovos brancos (1,0%) e vermelhos (0,7%). 
 
Tendência do Índice
 
Os preços dos produtos iniciaram junho comportados, favorecidos pela boa oferta e qualidade, porém em meados do mês, com as fortes chuvas ocorridas nas regiões produtoras, a oferta e a qualidade das verduras e legumes foram duramente prejudicadas. 
 
Para o inverno é prevista uma demanda menor por verduras, por conta das escolhas do consumidor, apesar da boa qualidade dos produtos. Porém, no próximo mês, a ocorrência de frentes frias pode afetar negativamente a produção, caso ocorram geadas.
 
O volume comercializado no entreposto de São Paulo em junho totalizou 271.174 toneladas. O número representa crescimento de 10,6% em relação ao mesmo período do ano passado, qunado foram negociadas 245.142 toneladas.
 
No acumulado do semestre o volume de vendas cresceu 4,1%, passando de 1.584.583 toneladas negociadas em 2016 para 1.649.454 toneladas neste ano. 

Comentar