Vereador quer mais segurança

Adélcio foi assaltado no início do ano e se mostrou indignado com a falta de segurança

“Se não houver um melhor planejamento em nossa segurança, não fico mais na roça”. A frase é do vereador Adélcio de Jesus (PSB), proferida em sessão da última segunda-feira (5). Vítima de roubo no início do mês de janeiro, o parlamentar fez um discurso bastante crítico às autoridades policiais e políticas do município.

Segundo Adélcio, o homem do campo não tem tranquilidade, diante do que seriam constantes ações criminosas. A situação, na avaliação do vereador, torna ainda mais crítica a situação dos agricultores. “É uma classe que não sofre, apenas, com falta de preço. Padece, também, com a bandidagem”, apontou. “Depois, vem um Major da PM dizer que só existe sensação de insegurança. Sensação? Ter o revólver ou a calibre.12 apontada para sua cabeça se resume a uma ‘sensação’”, disparou, em alusão à polêmica fala do major René Marcelo Nunes, durante audiência pública realizada no ano passado.

Para ilustrar sua fala e demonstrar o pânico que afligiria os moradores da zona rural, Adélcio afirmou que, dias após o assalto à sua propriedade, um carro suspeito foi visto a rondar o local. Além disso, ele mencionou o roubo de dois automóveis no bairro do Cáfaro.

O parlamentar também não poupou críticas à Polícia Militar. De acordo com ele, a corporação não atendeu à ocorrência de roubo envolvendo sua família. Em sua versão dos fatos, Adélcio diz que uma moradora das proximidades foi até a base e solicitou ajuda, contudo, nada aconteceu. “Onde estava a PM?”, indagou. “O que eu digo é grave e posso sofrer represálias, mas faço questão de expor essa situação”.

 

Plano – Para o vereador, é urgente que haja uma melhor organização das ações de segurança pública. “Não se resolve isso com politicagem, mas com um projeto que contemple a área rural. É algo urgente”, opinou. “O prefeito Tadeu (PSDB) quer falar em segurança, mas só fica na gabinete. Não vai para o sítio”, concluiu.

 

Outro lado – Na reunião do Conseg desta quarta-feira (7), o sargento da PM, Clovis da Silva, falou sobre as afirmações feitas por Adélcio. Ele frisou que a corporação está de portas abertas para receber o parlamentar e ouvir suas queixas, bem como a de qualquer outro cidadão. Ele também afirmou que será aberto um procedimento investigatório para saber se os fatos narrados pelo vereador têm procedência.

“O que eu soube é que uma moradora das imediações chegou, muito apavorada, à base e falou sobre um assalto. Mas, não conseguia explicar com clareza o que estava acontecendo”, discorreu Clovis. “Ela abordou o policial de uma viatura que saía para atender outra ocorrência e foi orientada a procurar nosso atendimento. A pessoa fez isso e conversou com o policial que estava no plantão, porém, em questão de minutos, antes mesmo de dar maiores detalhes sobre o fato, deixou o local”, explicou.

O sargento frisou, ainda, que há uma viatura destacada com exclusividade para a zona rural. Ele também lembrou que a elaboração de boletins de ocorrência é fundamental para gerar estatísticas e, com isso, direcionar o policiamento para determinadas áreas.

Sobre a suposta falta de planejamento, o comandante da Guarda Municipal, Moisés dos Santos, afirmou que existe um trabalho em andamento. O projeto, sublinhou, tem ações específicas para os bairros mais afastados.

 

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