Vereadores fazem discursos de apoio a caminhoneiros

A sessão da última segunda-feira (28) foi marcada por discursos de apoio dos vereadores à greve nacional dos caminhoneiros. Seis parlamentares foram à tribuna para endossar a luta da categoria e fazer críticas ao Governo Federal.

“É um puxão de orelha dado em cada cidadão, principalmente nos nossos políticos que estão em Brasília”, comentou Daniel Dias de Moraes (PSB). O vereador destacou as condições de trabalho desses profissionais, muitas vezes com baixos salários. O veterano parlamentar, todavia, falou sobre temperança e reflexão, demonstrando temor sobre um possível desabastecimento de alimentos. Por fim, Dr. Daniel execrou atos isolados de violência e baderna ocorridos durante as manifestações. “Há algumas pessoas que não agem com prudência, mas com violência e contra a dignidade humana”.

Alex Silva (PTB), por sua vez, disse que a greve reflete o desagrado de um povo trabalhador contra os governantes. A medida, segundo ele, é necessária “para que possamos mudar o país e fazer melhor pelo Brasil”.

Em seu discurso, o vereador Zé Anézio jogou a culpa pelos altos preços do combustível no Governo Federal, em especial na gestão dos ex-presidentes petistas, Lula e Dilma Rousseff. “A culpa de tudo isso o que passamos é do Governo Federal que destruiu a Petrobras. Falaram que iam transformar o Brasil, mas só fizeram maquiagem. Agora, quem paga a conta é o povo”, discursou.

Para Marly Godinho (PSB), com a paralisação dos caminhoneiros, o povo brasileiro sente na pele a importância dessa classe profissional – a qual precisa ser valorizada. “O Governo Federal age com lentidão, as reivindicações deles vêm desde muito tempo. O problema é que nosso sistema político está falido”, avaliou a vereadora. “O brasileiro, além de sofrer diariamente com os problemas no país, perde muito com a negligência do que nos comandam”, acrescentou. Ao final do discurso, Marly atentou para empresários que se aproveitam da crise para superfaturar no preço de seus produtos. “Depois, falam mal da corrupção”, desdenhou a parlamentar.

“Eu sou a favor dessa greve dos caminhoneiros, sim”, afirmou o petista Maurinho Machado. “Porém, estou preocupado com a proporção tomada. O Governo Federal fala em acordos, mas isso não está acontecendo”, pontuou. Na opinião do oposicionista, o clima de desordem poderia abrir caminho para uma intervenção militar – o que seria um perigo.

O presidente do Legislativo, Camarão Prestes (PSD), afirmou que a greve é uma lição da categoria profissional aos governantes. “Bando de ladrões”, definiu. “Se os motoristas não tivessem feito essa paralisação, o povo não aguentaria! Agora, vão ter de tomar a atitude”, afirmou. “Do jeito que a coisa está, vamos ter de voltar para a roça, cozinhar no fogão de lenha”, completou.

O presidente disse que também foi caminhoneiro e contou histórias dos “tempos de boleia”. Na conclusão da fala, Camarão deixou o recado: “Quem for religioso que reze, pra gente não ver coisa pior no nosso país”. 

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